{"id":5217,"date":"2019-07-15T13:05:33","date_gmt":"2019-07-15T13:05:33","guid":{"rendered":"http:\/\/grupomontevideo.org\/sitio\/?post_type=noticias&#038;p=5217"},"modified":"2022-06-22T16:41:32","modified_gmt":"2022-06-22T16:41:32","slug":"ciencia-e-agricultura-se-unem-para-suprir-deficit-nutricional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/ciencia-e-agricultura-se-unem-para-suprir-deficit-nutricional\/","title":{"rendered":"Ci\u00eancia e agricultura se unem para suprir d\u00e9ficit nutricional"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Ao pensar no Brasil, o cl\u00e1ssico \u201csamba, carnaval e futebol\u201d v\u00eam \u00e0 mente. Mas h\u00e1 uma dupla poderosa que caracteriza ainda mais o gosto brasileiro: arroz e feij\u00e3o. D\u00e1 at\u00e9 para sentir o cheiro do almo\u00e7o de domingo! \u00c0s vezes, o feij\u00e3o nem est\u00e1 presente, mas o gr\u00e3ozinho branco n\u00e3o pode faltar nas principais refei\u00e7\u00f5es. Refogue o alho, a cebola, adicione o arroz, a \u00e1gua e o sal\u2026 Deixe secar e,\u00a0<em>voil\u00e0<\/em>, est\u00e1 pronto para o consumo!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>De pequeno n\u00e3o tem nada!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o site <em>Brazilian Rice\u00a0<\/em>(projeto da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Arroz), o Brasil \u00e9 o maior produtor e consumidor de arroz fora da \u00c1sia, exportando, nos \u00faltimos cinco anos, uma m\u00e9dia de 1,2 milh\u00e3o de toneladas. Em 2012 e 2013, o Valor Bruto de Produ\u00e7\u00e3o (VPB) do arroz, no pa\u00eds, chegou a 8 bilh\u00f5es de reais. A atividade, segundo o site, gerou 350 mil empregos diretos e indiretos. \u201cO arroz \u00e9 um produto amplamente valorizado no mundo, por fazer parte da alimenta\u00e7\u00e3o de mais de 50% das pessoas no planeta, sendo respons\u00e1vel por, aproximadamente, 3% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional\u201d, enfatiza Geraldo Cabral Gouveia, estudante de doutorado da Unesp de Ilha Solteira, onde atualmente desenvolve um projeto de pesquisa envolvendo a biofortifica\u00e7\u00e3o agron\u00f4mica do arroz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E essa grande demanda n\u00e3o se d\u00e1 somente para a exporta\u00e7\u00e3o. Segundo a pesquisa\u00a0<em>An\u00e1lise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil<\/em>, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o brasileiro consome cerca de 160,3 gramas por dia de arroz, o que lhe garante a segunda posi\u00e7\u00e3o do alimento mais presente na mesa da popula\u00e7\u00e3o. E \u00e9 justamente partindo desse princ\u00edpio que o graduando Eduardo Marcandalli desenvolveu sua pesquisa com arroz e sel\u00eanio (Se).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Da ideia para a projeto<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aluno do curso de Engenharia Agron\u00f4mica, na Unesp de Ilha Solteira, Eduardo conta que desde os primeiros dias da gradua\u00e7\u00e3o foi volunt\u00e1rio, junto com alunos da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, para aprender mais sobre culturas nas fazendas experimentais. Com dois anos em campo, ele organizava e conduzia experimentos de Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, indo da semeadura \u00e0 colheita, sempre voltado para a \u00e1rea de nutri\u00e7\u00e3o de plantas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus orientadores diversas vezes comentaram sobre as \u00e1reas agron\u00f4micas que estavam em destaque e tinham um alto impacto cient\u00edfico-social dentro da nutri\u00e7\u00e3o, desenvolvendo nele o interesse pela tem\u00e1tica. \u00abSurgiu, assim, a ideia da pesquisa com Biofortifica\u00e7\u00e3o Agron\u00f4mica, que consiste em aumentar a concentra\u00e7\u00e3o de nutrientes (Zinco, Ferro, Magn\u00e9sio e Sel\u00eanio) nos gr\u00e3os dos cereais mais consumidos, visando suprir sua defici\u00eancia nutricional na popula\u00e7\u00e3o humana\u201d, relata Eduardo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com bolsa-aux\u00edlio da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP) e sob orienta\u00e7\u00e3o do Professor Andr\u00e9 Rodrigues dos Reis, foram conduzidas, entre 2016 e 2018, diversas pesquisas com sel\u00eanio nas culturas de arroz, trigo e feij\u00e3o-caupi, visando encontrar a melhor dose do mineral para suprir essa defici\u00eancia do elemento, principalmente em regi\u00f5es como Brasil e \u00c1frica, al\u00e9m de pa\u00edses onde a fome oculta ainda \u00e9 um grave problema de sa\u00fade p\u00fablica. A pesquisa ainda est\u00e1 em andamento e tem previs\u00e3o de t\u00e9rmino para final de 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>E o que \u00e9 essa tal de fome oculta?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nutricionista Claudia Berlim Gon\u00e7alves explica que, ao contr\u00e1rio da escassez de alimentos, ela \u00e9 caracterizada pela falta de micronutrientes essenciais ao organismo. \u201cPor exemplo, quem est\u00e1 habituado a ver o filho comer somente massa e carne, precisa ficar atento, pois apesar da sensa\u00e7\u00e3o de saciedade, haver\u00e1 car\u00eancia de nutrientes obtidos atr\u00e1ves de verduras e legumes\u201d, ilustra a profissional. A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que uma em cada quatro pessoas no mundo s\u00e3o acometidas pela fome oculta, sendo o sel\u00eanio um dos minerais em defici\u00eancia. Segundo o artigo\u00a0<em>Selenium in Global Food Systems<\/em>, publicado no\u00a0<em>British Journal of Nutrition<\/em>, em 2001, calcula-se que haja um bilh\u00e3o de pessoas deficientes neste nutriente ao redor do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para entender como isso pode ocorrer, Eduardo explica: \u201cA concentra\u00e7\u00e3o de sel\u00eanio dispon\u00edvel no solo de uma dada regi\u00e3o influencia diretamente na biodisponibilidade deste elemento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o humana ali residente. O mineral, quando presente na terra, \u00e9 absorvido pelas plantas, e fica dispon\u00edvel tanto aos animais daquela regi\u00e3o, quanto aos vegetais e cereais cultivados, entrando assim na dieta humana\u201d. Dessa forma, a falta de sel\u00eanio no organismo pode ser atribu\u00edda \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola em solos com baixas concentra\u00e7\u00f5es da subst\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Benef\u00edcios ao organismo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sel\u00eanio \u00e9 considerado um nutriente extremamente essencial para o corpo humano, pois desempenha fun\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas importantes para a sa\u00fade. Ele ajuda no equil\u00edbrio da imunidade, defende contra danos e inflama\u00e7\u00f5es, melhora o fluxo sangu\u00edneo, protege a tireoide, combate os radicais livres causadores do Alzheimer e aumenta a longevidade. \u201cSua a\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer se d\u00e1 pois ele exerce uma fun\u00e7\u00e3o antioxidante, atuando como agente antimutag\u00eanico e evitando, ent\u00e3o, que as c\u00e9lulas saud\u00e1veis sofram altera\u00e7\u00f5es, tornando-se malignas\u201d, enfatiza a nutricionista Yasmin Meier.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, sua falta pode causar diversos sinais e sintomas, debilitando a sa\u00fade do indiv\u00edduo. \u201cBaixas concentra\u00e7\u00f5es de sel\u00eanio est\u00e3o ligados ao risco de desenvolver doen\u00e7as cardiovasculares\u201d, exemplifica Claudia. Em rela\u00e7\u00e3o a quantidade recomendada, ela varia de acordo com a faixa et\u00e1ria e o sexo, indo de 15 a 70 \u00b5g\/dia (microgramas por dia), em que as menores quantidades s\u00e3o para beb\u00eas e as maiores para gestantes e lactantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O elo da biofortifica\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o solo \u00e9 o respons\u00e1vel por agregar sel\u00eanio aos alimentos, a quantidade encontrada ir\u00e1 variar dependendo da regi\u00e3o. \u201cO mesmo ocorre com os animais, a quantidade da subst\u00e2ncia presente no pasto refletir\u00e1 na quantidade na sua carne\u201d, indica Yasmin. Contudo, estudos realizados no Brasil mostram que seus solos apresentam uma grande diferen\u00e7a de conte\u00fado mineral. Segundo Eduardo, s\u00e3o considerados deficientes regi\u00f5es com teores inferiores \u00e0 0,6 miligramas de sel\u00eanio por quilo de solo, sendo que no estado de S\u00e3o Paulo s\u00e3o relatados de 0,068 a 0,22 miligramas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para mudar esse cen\u00e1rio, \u00e9 aqui que a ci\u00eancia age! \u201cA Biofortifica\u00e7\u00e3o, como o pr\u00f3prio nome sugere, consiste em tornar um alimento mais rico substancialmente, seja ele em sel\u00eanio, ferro, zinco, ou demais vitaminas e minerais\u201d, explica o aluno. Para ter sucesso, o procedimento necessita de culturas-chave, que s\u00e3o amplamente consumidas por uma boa parcela da popula\u00e7\u00e3o, como o arroz. Seu funcionamento se d\u00e1 incrementando uma dose ben\u00e9fica do nutriente no sistema de produ\u00e7\u00e3o do alimento, fazendo com que, nesse m\u00e9todo, sejam produzidos e consumidos alimentos mais ricos nutricionalmente, beneficiando a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Boa parte da popula\u00e7\u00e3o africana apresenta car\u00eancia na ingest\u00e3o de diversos nutrientes, devido \u00e0 restri\u00e7\u00e3o alimentar. Entretanto, apresentam uma alimenta\u00e7\u00e3o rica em cereais, entre eles o arroz. Dessa forma, visando nutrir essa popula\u00e7\u00e3o, o sel\u00eanio \u00e9 aplicado no arroz, o arroz fica rico no nutriente, transferindo boa parte para os gr\u00e3os e, posteriormente, para a pessoa\u201d, Geraldo Cabral Gouveia, mestre em nutri\u00e7\u00e3o de culturas e fisiologia de cereais<\/em><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">No momento, os pesquisadores avaliam dois m\u00e9todos de aplicar o nutriente nas lavouras: via foliar ou solo. \u201cEstamos pesquisando qual seria a melhor maneira e tamb\u00e9m a dose correta a ser aplicada no arroz, em solos do Brasil, para mitigar a defici\u00eancia de sel\u00eanio na popula\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta Eduardo. E o estudante enfatiza que os dados sugerem que \u00e9 poss\u00edvel, sim, biofortificar o arroz com baix\u00edssimas doses de sel\u00eanio, de forma que a concentra\u00e7\u00e3o n\u00e3o exceda o permitido pela\u00a0<em>Food and Agriculture Organization of the United Nations<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem a biofortifica\u00e7\u00e3o, pesquisadores analisaram doses de sel\u00eanio na cultura do arroz, em solos do cerrado brasileiro, e verificaram que, considerando o consumo m\u00e9dio de arroz no Brasil, um adulto hoje ingere cerca de 2,05 microgramas de sel\u00eanio por dia. Ao passo que o Instituto de Medicina dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA) recomenda, no m\u00ednimo, 55 microgramas da subst\u00e2ncia, uma concentra\u00e7\u00e3o 27 vezes maior do que a realidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Bom para n\u00f3s, para as plantas e para os agricultores!<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As pesquisas buscam mostrar as vantagens que traz ao ser humano. Mas, e para as plantas? Eduardo afirma que o nutriente tamb\u00e9m \u00e9 ben\u00e9fico! O sel\u00eanio \u00e9 considerado um oligoelemento, ou seja, pode promover o crescimento e ajudar na toler\u00e2ncia ao estresse vegetal. Ele atua no sistema oxidante das plantas, que \u00e9 ativado em qualquer tipo de perturba\u00e7\u00e3o, como pragas, doen\u00e7as, seca ou geada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os agricultores tamb\u00e9m n\u00e3o ficam de fora. \u201cPara eles, n\u00e3o afeta o sistema de produ\u00e7\u00e3o, pois como s\u00e3o muito baixas as concentra\u00e7\u00f5es (gramas por hectare) a serem aplicadas, o intuito da nossa pesquisa \u00e9 adicionar o mineral a fertilizantes ou insumos, que s\u00e3o comumente usados nas lavouras arrozeiras, como via de introdu\u00e7\u00e3o de sel\u00eanio na cultura do arroz\u201d, conclui Eduardo.<\/p>\n<p><em><strong>Fuente: UNESP<\/strong><\/em><br \/>\n<em><strong>Texto: Rebecca Crepaldi &#8211; aluna de gradua\u00e7\u00e3o da UNESP\/Bauru<\/strong><\/em><br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em Ilha Solteira, trabalho com biofortifica\u00e7\u00e3o do arroz quer inserir sel\u00eanio na dieta<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5218,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[48],"tags":[],"class_list":["post-5217","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-archivo-de-noticias"],"wpmagazine_modules_lite_featured_media_urls":{"thumbnail":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",150,113,false],"cvmm-medium":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",300,225,false],"cvmm-medium-plus":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",276,207,false],"cvmm-portrait":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",400,300,false],"cvmm-medium-square":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",600,450,false],"cvmm-large":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",800,600,false],"cvmm-small":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",127,95,false],"full":["https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/UNESP-Rafael-Lawandovski.jpg",800,600,false]},"categories_names":{"48":{"name":"Archivo de noticias","link":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/category\/archivo-de-noticias\/"}},"tags_names":[],"comments_number":"0","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5217","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5217"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5217\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15799,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5217\/revisions\/15799"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5217"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5217"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grupomontevideo.org\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5217"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}